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Estes são os índios da Etnia Suruí-Paiter da Aldeia La Petanha, uma das 24 da Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia, perto da divisa com o Mato Grosso. Aqui as casas são de madeira e a programação de tv chega via parabólica. Suruí é a denominação da Funai, a Fundação Nacional do Índio. Eles se auto intitulam Paiter. Significa “gente de verdade”. Só foram contatados pelos brancos em 69. Foi quase fatal: mais da metade dos índios morreu por causa de uma epidemia de gripe. .
Bem distante da capital Porto Velho, Cacoal é a cidade mais próxima da Aldeia. São menos de quarenta quilômetros de distância. No caminho, os contornos da floresta são pouco nítidos por causa das queimadas que enchem o céu de agosto de fumaça. Pastagens pro gado dominam a paisagem.
Rondônia, ostenta um título nada honroso. De acordo com o IBGE é o estado da Amazônia legal que tem o maior percentual de desmatamento em relação ao tamanho do território. De toda a floresta que havia aqui, um terço já foi perdido. A partir da década de 80 índios da Etnia Suruí Paiter acabaram se envolvendo com a extração ilegal de madeira, seduzidos pela promessa de uma vida melhor. Agora um grupo deles trabalha pela conservação da biodiversidade para pagar a dívida que tem com a natureza.
Como é tradicional nas aldeias, é coletiva a conversa pra explicar o trabalho. Entre eles as informações são trocadas em Tupi Mondé, a língua mãe.
Na Terra Indígena dos índios da Etnia Suruí ,a floresta sobrevive, apesar da destruição do entorno. Análise da água dos igarapés mostrou que ela escapou da contaminação por agrotóxicos, comum fora da área demarcada. Para conservar essa riqueza, os índios trabalham no plano de gestão do território. .
Entrevista com Almir Suruí- líder dos índios
da etnia Suruí:
“Através desse plano de gestão da Terra Indígena Sete de Setembro ,a gente quer mostrar para a sociedade e principalmente pro governo como os povos indígenas são capazes de planejar o seu futuro e o seu destino”.
Uma das ações práticas é o reflorestamento na Aldeia La Petanha. Doze espécies, várias produzidas neste viveiro, estão sendo plantadas. Ao redor das casas, frutíferas como o Tamarindo. Na área de pasto, onde eles criam algumas cabeças de gado, cresce o Murici, ao lado da Palmeira Tucumã, poupada do corte porque alimenta índios e animais, além de gerar a semente que garante o artesanato. Na área de capoeira, a floresta está sendo enriquecida para acelerar a recuperação. Há muitas mudas de Cerejeira e Açaí. O orgulho é o Tamboril. O cacique Pipira Suruí conta que o caule é usado na pesca. Libera na água uma substância que anestesia os peixes, o que facilita a captura.
Na floresta mais fechada eles tentam repor o Mogno cortado pra venda de madeira. O Babaçu também foi plantado. Da Palmeira os índios aproveitam até a larva que cresce dentro da semente, para a alimentação. O Programa de Desenvolvimento Agroambiental Paiterey é apoiado pela ong ambientalista Kanindé.

Link da entrevista gravada:  mms://videos.tvcultura.com.br/reportereco-videos/20070909-survipaiter56k.wmv
Fonte: Tv Cultura
Fonte URL: http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/materia.asp?materiaid=669

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