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Carta contesta reportagem sobre índios do Trombetas |
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Monday, 06 September 2010 10:42 |
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Etnozoneamento
Como admiradora de seu trabalho e como profissional que sou me sinto na obrigação de responder, mesmo que não publicamente, as questões que você coloca na reportagemintitulada “Em nome dos índios, o mapeamento do vale do Rio Trombetas” (04/07/2010), pois sou antropóloga, funcionária pública da Secretaria de Meio Ambiente do Pará, não filiada e nem simpatizante de partido político algum e coordenadora do projeto piloto “Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas do Pará”, projeto que executa em convênio técnico financeiro com a Associação Kanindé a ação de “Etnozoneamento de Terras Indigenas da Calha Norte do Estado do Pará”.
A despeito do título anunciado por você como quinhentista do subprojeto houve algum equivoco de alguém - não eu- que não colocou as aspas em seu devido lugar no conteúdo do título. O título correto do subprojeto é Trabalhos de “Etnozoneamento da porção paraense das Terras Indígenas Trombetas, Mapuera, Nhamundá Mapuera e áreas ocupadas por povos indígenas na Floresta Estadual do Trombetas”. Tivemos obrigatoriamente de pontuar as áreas que iríamos trabalhar e como na Floresta Estadual do Trombetas (Flota- Trombetas) há vários indígenas de várias etnias habitando-a tínhamos que definir a área de execução do projeto ainda em seu título para não gerar confusões.
Associação Kanindé, uma organização nacional do terceiro setor, sediada em Rondônia, possui várias premiações em metodologias participativas inovadoras, inclusive a metodologia que possibilita os trabalhos de etnozoneamento de terras indígenas, realiza já há algum tempo ações junto aos povos e terras indígenas da Calha Norte. Esta Associação juntamente com a Funai, Associação dos Povos Indígenas do Mapuera (Apim) e Equipe de Conservação da Amazônia realizaram no ano passado um trabalho de etnomapeamento das Terras e áreas indígenas em questão. O Etnomapeamento é uma das premissas necessárias para realização do etnozoneamento.
A Sema realizou a celebração de um convênio de cooperação técnica entre a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e seus parceiros (FUNAI, APIM e ACT), depois de realizar várias consultas aos povos indígenas, vários seminários e oficinas de trabalho em Belém, mas especificamento no auditório do Museu Paraense Emílio Goeldi (foram todas divulgadas) com atores organizacionais diversos (governamentais e não governamentais), onde existiu a formação de plenária pública e aberta a todos para definir as parcerias que iríamos realizar para execução do subprojeto. Ainda existiu a contrapartida dada por esta associação e seus parceiros de montantes de recursos no total de R$ 359 mil reais, ainda com a vantagem de que os dados do trabalho de etnomapeamento (trabalho custoso) seriam cedidos para viabilizar o etnozoneamento, ou seja, a parceria montada não haverá de gastar mais tempo e recursos nos trabalhos de Etnomapeamento.
A Sema desta forma repassou um montante de 500 mil reais, como contraparte para realização do subprojeto e se aliou a estas organizações por saber de seus idoneidades e suas capacidades profissionais, pois já executaram com sucesso e premiação o mesmo trabalho em várias terras indígenas do país. A equipe técnica subcontratada e que executará os trabalhos vai ser recrutada no nosso Estado mesmo e contará com apoio da pequena equipe técnica do projeto Conbio-indigena .
As equipe técnicas da Sema, formadas por funcionários do quadro fixo deste órgão de governo, acompanharão o trabalho e serão capacitadas na metodologia para tentarem replicá-la brevemente em outras Terras indígenas do Pará. Conforme plano de trabalho apresentado pela Associação Kanindé e seus parceiros e discutido com a Sema, o cronograma de realização do subprojeto é de um ano a contar da data de assinatura do convênio, com a possibilidade de pedido de prorrogação da data dos produtos deste trabalho, no entanto sem a possibilidade de repasses de mais recursos para finalizar os trabalhos.
Os repasses dos recursos vão ser realizados em parcelas e vão estar condicionados a apresentação e aprovação dos produtos do etnozoneamento e prestação de contas. Depois da execução do projeto de etnozoneamento estaremos implantando projetos de manejo de recursos naturais das aldeias indígenas, a partir das indicações dos estudos do diagnóstico etnoambiental que é uma das etapas metodológicas do etnozoneamento.
Infelizmente no Pará não temos a tradição de executar trabalhos desta natureza junto aos povos indígenas do Estado. Nem mesmo o curso de antropologia da universidade não forma profissionais para atuarem aplicadamente junto a povos indígenas e pelo que podemos observar nas diversas oficinas, seminários que organizamos antes de chegar a celebração de um convênio com um organização do terceiros setor de outro estado, não há organização nativa que trabalhe com metodologias aplicadas e participativas aqui no Pará.
A área total do subprojeto a ser trabalhada é 5.020.418 hectares de terras indígenas que já estão regulamentadas e parte das áreas indígenas da Flota Trombetas que compreende 3.172.978 de hectares, no final são mais de 4 milhões talvez sejam mesmo seis milhões, no final do trabalho saberemos ao certo. Não sabemos ao certo quantos hectares da Flota Trombetas são habitados pelos índios Kaxuyana e Tunayanas, no entanto o trabalho de etnozoneamento vai auxiliar na mensuração das áreas indígenas que hoje estão sobrepostas a Flota. Eu informo também que o processo de demarcação das Terras Indígena dos Kaxuyanas já está em finalização, no entanto o trabalho de etnomapemaneto e etnozoneamento podem auxília-los neste processo, bem como auxiliar na resolução dos conflitos que normalmente ocorrem na região entre indígenas e quilombolas.
Para finalizar minha comunicação é que felizmente os órgãos públicos de governo vêm sendo ocupados por pessoas que não tem interesse político partidário como meta para execução de seus trabalhos e que por alguma razão ainda acreditam que podem fazer alguma coisa para modificar os quadros da realidade, apesar de todas as adversidades. Tentaremos através de um comitê de acompanhamento de monitoramente constante deste projeto, fazer com que ele realmente beneficie os povos indígenas nos seus processos de desenvolvimento.
Também temos sérios problemas com o setor de comunicação dos órgãos de governo que veiculam noticias que não são condizentes com os trabalhos que executamos. Alias são raros os casos de jornalista que dominam algum tipo de temática para repassar as noticias para a população em geral e fatos como este de informações mal repassadas sempre deixam- nos vulneráveis a críticas.
Claudia Kahwage – Coordenação Técnica Projeto CONBIO- indígena – Secretaria de Estado de Meio Ambiente
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CACIQUE ALMIR SURUÍ E IVANEIDE BANDEIRA FAZEM PALESTRA EM ISRAEL EM CONFERÊNCIA SOBRE AMAZÔNIA |
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Monday, 14 June 2010 10:53 |
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A conferência "Globalização na Amazônia: Exploração de Recursos Naturais e Sustentabilidade do Fator Humano” foi na cidade de Haifa em Israel e durou três dias. O evento transmitido ao vivo pela Internet foi promovido pelo departamento de história geral da Universidade de Haifa reuniu os principais especialistas internacionais de diversas áreas de ciências social e ambiental. Entre eles o cacique Almir Suruí e a conselheira da Kanindé, Ivaneide Bandeira (foto 1) Almir Suruí falou sobre o projeto Carbono Suruí, desenvolvido desde 2007 na Terra indígena Suruí. (foto 2). Almir explicou em sua palestra (foto 3) que o projeto de carbono é baseado no programa de reflorestamento, apoiado há muitos anos pela Associação Aquaverde. Já foram plantadas mais de 45 mil mudas de açaí, mogno, cerejeira, pupunha, copaíba, cacau e jatobá. “Proteger a floresta nativa em nosso território é muito importante. Hoje temos as parceiras do IDESAM na parte do desenvolvimento do projeto de carbono para desmatamento evitado e o FUNBIO na construção do mecanismo de gestão financeira para o nosso plano de 50 anos”, frisou Almir Suruí que destacou ainda que o “Projeto Carbono Suruí nos dá a oportunidade de gestão do nosso território, que espero garantirá o uso sustentável da floresta e a sobrevivência da nossa cultura, e o reconhecimento da contribuição dos conhecimentos tradicionais indígenas da floresta para um desenvolvimento justo e sustentável. Esse projeto contribui ainda para discussões de como podemos ajudar a resolver problemas globais como a mudança climática, criando uma economia verde baseada na sustentabilidade e justiça social. O nosso parceiro nesse projeto é a Forest Trends.” O projeto Carbono Suruí também fornece meios para apoiar a implementação de políticas dos direitos humanos, ajudando a criar uma consciência verde e a interconexão dos povos do mundo. Já a palestra de Ivaneide Bandeira, conselheira da associação de defesa Etnoambiental Kanindé, falou em sua apresentação (foto 4) sobre o desmatamento na Amazônia. Segundo dados apresentados pela palestrante brasileira no Estado de Rondônia, o conjunto das Unidades de Conservação e Terras Indígenas totaliza 89.916 km² ou 38% do Estado sendo: 24 Terras Indígenas (TIs) que ocupam um total de 49.660,48 km² (20,82% da área do Estado); 14 unidades de conservação de proteção integral; 25 Reservas Extrativistas que somam 967.084 hectares, totalizando 1.705.257 hectares (7,15% do Estado); 04 Florestas Nacionais (Flona) com 704.038 hectares e 11 Florestas Estaduais de Rendimento Sustentado (Fers), com 267.250 hectares, totalizando 4,07% do Estado; 02 Áreas de Proteção Ambiental (APAs) criadas em nível estadual, com uma área total de 110.741 hectares (0,1% do Estado); 03 Parques municipais. Totalizando 83 áreas protegidas. Segundo Ivaneide, a partir de dados do Instituto Imazon “O desmatamento anual em Rondônia, atingiu os maiores picos nos períodos de 1994/1995, quando mais de 4,4 mil km² foram desflorestados e 2003/2004, com a devastação de aproximadamente 3,8 mil km². Seguindo uma tendência geral na Amazônia brasileira, houve uma fase de queda nas taxas de desmatamento no estado nos anos seguintes, chegando a 1.885 km² entre julho de 2006 e julho de 2007”. Em comparação com outubro de 2008, quando o levantamento do Imazon registrou 102 km² de derrubada, houve aumento de 90%. No período, 13% do território estavam cobertos por nuvens e os satélites conseguiram observar 87% da área. O Pará foi responsável por 87 km² de desmate (45% do total registrado em outubro), Mato Grosso derrubou 43 km² (22%), seguido por Rondônia, com 25 quilômetros a menos de florestas no período (13% do desmate do mês). “Quanto às terras indígenas a falta de atuação da FUNAI, IBAMA, ICMbio e Policia Federal, aliado ao envolvimento dos indígenas com madeireiros, tem levado ao aumento do desmatamento nas terras indígenas e a situação de escravidão dos indígenas pelos madeireiros”, frisou Ivaneide Bandeira, na luta pelos direitos dos indígenas brasileiros. Ainda segundo ela, “os problemas relacionados à devastação” de áreas protegidas em Rondônia têm como pano de fundo uma crise que se alastra no Estado, caracterizada pela subordinação de instituições públicas e o do próprio Estado de Direito aos interesses privados de grupos econômicos e políticos envolvidos na apropriação ilegal do patrimônio público (grilagem de terras públicas, roubo de madeira), revela a conselheira da Associação de defesa etnoambiental Kanindé. |
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Oficina de Introdução ao Manejo Florestal de Produtos Não Madeireiros |
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Friday, 31 October 2008 14:23 |
A Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé em parceria com Imazom - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia e CSF Conservação Estratégica, realizarão nos dias 3 e 4 de novembro, a Oficina de Introdução ao Manejo Florestal de Produtos Não Madeireiros para indígenas do sul do Amazonas.
A Oficina visa suprir a necessidade informações de indígenas e Associações, inserindo-os nas discussões referentes a necessidade e possibilidade/dificuldade de implementar Planos de Manejo Florestal para a exploração e comercialização de determinados produtos florestais.
A Oficina será realizada no Centro de Formação da Kanindé, localizado no Km 12 da estrada da Areia Branca e terá como cursistas indígenas Parintintin, Jiahui, Apurinã e Paumari. |
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KANINDÉ INAUGURA SEU CENTRO DE CULTURA |
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Wednesday, 03 September 2008 00:12 |
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A Kanindé desenvolve a 15 anos, atividades de conservação da biodiversidade e valorização do conhecimento tradicional. Atuando nos Estados de Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará no fortalecimento de organizações indígenas, proteção da biodiversidade, acompanhamento de políticas públicas e no desenvolvimento de ações voltadas para o desenvolvimento sustentável, tem como parceiros: GTA, Movimento Hip Hop da Floresta, Rio Terra, Adaçaí, Ecoporé, WWF, Amigos da Terra da Suécia, USAID, IIEB, CSF, SOS Amazonia, e as associações indígenas JUPAÚ, APIA, APIIL, COIAB, APIRG, APIS, OPIPAM, Diahui, AMIMP, Fórum Paiter e Metareilá. |
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PETIÇÃO PARA O TRIBUNAL LATINO AMERICANO DA ÁGUA |
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Tuesday, 02 September 2008 23:30 |
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NOBRES JURADOS do EMÉRITO TRIBUNAL LATINOAMERICANO da ÁGUA (TLA), as pessoas físicas e jurídicas abaixo inscritas subscrevem a presente petição, ratificando os termos da denúncia formulada pela ASSOCIAÇÃO de DEFESA ETNOAMBIENTAL KANINDÉ (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP – sem fins lucrativos, CNPJ nº 63.762.884/0001-31, sediada na rua Dom Pedro II, nº 1892, sala 07, bairro Nossa Senhora das Graças, CEP 78901-150, cidade de Porto Velho, estado de Rondônia/Brasil) contra a União Federal, em virtude do esgotamento dos requerimentos e recursos cabíveis perante as instituições nacionais competentes pelo processo administrativo de Licenciamento Ambiental das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Santo Antônio e Jirau, projeto de complexo hidrelétrico do Governo Federal que figura como o carro-chefe do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, principal linha de investimento público em obras de infra-estrutura. |
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