Rondônia->Brasil.
Licenças para hidrelétricas abrem discussões PDF Print E-mail
Written by Kanindé   
Monday, 27 July 2009 22:04

Organizações ambientais se mobilizam contra licenciamento das barragens de Santo Antônio e Jirau (RO)

Por Letícia Veloso
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it

Recentemente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou o funcionamento da hidrelétrica de Jirau. A medida foi viabilizada através de consórcio com a prefeitura de Porto Velho e o governo de Rondônia, e prevê verbas de R$ 69 milhões para o município, num total de R$90 milhões para o estado.A Hidrelétrica de Jirau terá uma potência de 3,3 mil megawatts (MW), com energia 1,9 mil MW médios, suficientes para abastecer quase 10 milhões de casas, o custo total da obra está orçado em R$ 9 bilhões.

No final de junho, as Organizações Amigos da Terra - Amazônia Brasileira (SP), a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé (RO) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) pediram à Justiça Federal a anulação das licenças de funcionamento para as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. De acordo com as entidades, há irregularidades nos processos de licenciamento. Uma das contestações alegadas é a autorização concedida sem que a FUNAI(Fundação Nacional do Índio) obtivesse informações precisas sobre indígenas isolados nas áreas utilizadas no empreendimento.
Last Updated on Thursday, 30 July 2009 07:52
Read more...
 
Organizações pedem na Justiça suspensão de hidrelétricas do Madeira PDF Print E-mail
Written by Kanindé   
Thursday, 02 July 2009 15:05
Ao ajuizar duas ações contra as usinas, entidades alegam diversas irregularidades no processo de licenciamento das barragens de Santo Antonio e Jirau
30 de Junho de 2009 – A OSCIP Amigos da Terra - Amazônia Brasileira (SP), a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé (RO) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB ajuizaram na sexta-feira (26), na Justiça Federal de Rondônia, duas ações civis públicas contra as licenças de instalação das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO).
As organizações alegam que há graves irregularidades no processo de licenciamento ambiental das usinas. Segundo Roberto Smeraldi, diretor de Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, "a concessão das licenças contrariou repetidamente os pareceres da equipe técnica do IBAMA , o que é fonte de um círculo vicioso de ilegalidade em cascata, que afeta as obras em andamento". 
No caso da ação que busca a anulação da Licença de Instalação de Santo Antônio, uma das principais irregularidades apontadas é a autorização pelo Ibama da instalação da usina, antes de a Funai ter informações suficientes sobre a localização geográfica de índios isolados que vivem na área de impacto do empreendimento. Também foi destacada a falta de autorização do Congresso Nacional para o aproveitamento de recursos hídricos em terras indígenas, conforme exigido pela Constituição Federal. "É fundamental evitar o atropelo da legislação sobre os direitos indígenas para não criar um precedente perigoso a outras hidrelétricas planejadas no PAC", afirmou Marcos Apurinã da COIAB. 
Além disso, a ação revela outras deficiências graves nos programas de mitigação e compensação de impactos da usina de Santo Antônio, relacionadas a populações indígenas, ribeirinhos, agricultores familiares e à população urbana de Porto Velho.
Já na ação movida contra a Licença de Instalação de Jirau, a principal irregularidade é a persistência de incertezas sobre a área do reservatório da usina, o que deveria ter sido resolvida na fase de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O problema envolve a falta de análise efetiva dos riscos de assoreamento dos reservatórios no Rio Madeira. “O consórcio ENERSUS, responsável pela obra, alterou a localização da usina em 9,2 km fato que implicaria em novo Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental, o que não ocorreu”, relata Telma Monteiro, coordenadora de Energia da Kanindé.
Réus
As ações citam como réus a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e os consórcios responsáveis pelas obras de Santo Antonio e Jirau, Santo Antônio Energia S.A. (SAESA) e Energia Sustentável do Brasil (ENERSUS), respectivamente. As autoras das ações pedem a declaração de nulidade das licenças de instalação concedidas pelo Ibama entre 2008 e 2009. 
Usinas - As hidrelétricas de Santo Antonio, leiloada em 2007, e Jirau, cujo leilão ocorreu em 2008, são cotadas pela ministra da Casa Civil Dilma Rousseff entre as obras mais importantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Juntas, têm a previsão de gerar de 6,3 mil megawatts de energia, principalmente para grandes indústrias no Centro-Sul. No entanto, as barragens têm sido objeto de várias ações por parte de organizações da sociedade civil e do Ministério Público, que questionam ilegalidades nos processos de licenciamento ambiental e de outorga de direito de uso de recursos hídricos do Rio Madeira.
Os graves riscos das barragens do Madeira, especialmente no caso da hidrelétrica do Jirau, sobre o território boliviano já se tornaram objeto de crise diplomática entre os dois países. Uma série de perguntas levantadas por autoridades e organizações civis da Bolivia sobre impactos dos empreendimentos em seu país continua sem respostas do Governo Brasileiro.

Mais informações:
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Contatos: Roberto Smeraldi, Brent Millikan
Telefone: (11) 3887-9369
e-mail: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé
Contato: Telma Monteiro
Telefone: (11) 4683 2157
e-mail: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)
Contatos: Marcos Apurinã, Jecinaldo Sateré
Telefone: (92) 3621-7501
e-mail: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it , marcosapurin@gmail

Last Updated on Tuesday, 07 July 2009 21:39
 
Programa de manejo comunitário beneficia ribeirinhos, indígenas e quilombolas PDF Print E-mail
Written by Kanindé   
Thursday, 02 July 2009 10:16
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira, 5, no município de Caravelas (BA), o decreto que institui o Programa de Manejo Florestal Comunitário e Familiar, que vai beneficiar povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares que tiram sua subsistência das florestas brasileiras. Os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário vão coordenar a elaboração dos planos de ação para o biênio 2009/2010.
“Pela primeira vez, o governo federal deu um sinal efetivo de apoio, inclusive com recursos orçamentários, ao manejo florestal comunitário”, comemorou o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel. Dos 210 milhões de hectares de florestas públicas geridas pelo Serviço Florestal, aproximadamente 60% são de uso de comunidades locais, que deverão ser atendidos pelo Programa.
A iniciativa vai permitir que ribeirinhos, indígenas, quilombolas, assentados e agricultores familiares recebam capacitação, apoio técnico e recursos financeiros para trabalhar a floresta de forma sustentável a partir dos planos de manejo comunitário. É por meio desses planos que os habitantes organizam a retirada de madeira e produtos chamados de não madeireiros – óleo, borracha, cascas e frutos – sem esgotar a floresta.
O surgimento do programa atende a uma demanda das próprias comunidades, que, em 2007, se mobilizaram em um congresso internacional no Acre para pedir uma política para o setor. “Esta é, antes de mais nada, uma conquista dos manejadores de floresta, que agora passam a contar com um programa específico”, diz a gerente de Florestas Comunitárias do Serviço Florestal Brasileiro, Márcia Muchagata. A minuta do decreto foi debatida em dois conselhos deliberativos, o Conaflor e o CGFlop, que têm integrantes da sociedade civil.
As comunidades enfrentam obstáculos que vão da baixa articulação social e falta de crédito para comprar equipamentos à dificuldade na aprovação de planos de manejo obrigatórios para esse tipo de exploração econômica. A ideia do programa é agir nesses gargalos.
Com a intervenção do governo, o cenário deve mudar. “A implementação vai gerar novas oportunidades de trabalho e de desenvolvimento das áreas de florestas brasileiras. O programa vem no sentido de aliar a conservação dos recursos naturais com a geração de renda”, diz Márcia.
O engenheiro florestal da Associação Plantas do Nordeste Frans Pareyn, que trabalha com assentados na caatinga, diz que o manejo florestal comunitário pode complementar os ganhos dos habitantes do bioma durante a época de seca. Nesses períodos, o cultivo agrícola não é tão produtivo quanto nos meses de chuva. “Uma família pode tirar, em média, de dois a três salários mínimos por ano com o manejo. Parece pouco, mas é bastante significativo em comparação com as atividades agrícolas”, afirma.
ARTICULAÇÃO – O Programa de Manejo Florestal Comunitário e Familiar será coordenado pelos ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário. O Serviço Florestal Brasileiro, ligado ao MMA, é um dos órgãos-chave para o Programa, uma vez que tem entre suas atribuições fomentar as atividades florestais sustentáveis. Márcia Muchagata diz que a entidade deve atuar principalmente na capacitação e no apoio direto à implementação dos planos de manejo florestal comunitário.
As ações, prazos e atividades do Programa serão definidos periodicamente em planos anuais de manejo florestal comunitário e familiar. O Serviço Florestal já trabalha na articulação institucional do primeiro deles.
O público em potencial a ser atendido pela política é significativo: quase 60% dos 210 milhões de hectares de florestas públicas são de uso comunitário, ou seja, contam com a presença de comunidades, que têm prioridade na exploração de seus recursos. A eles, somam-se agricultores famliares, 512 mil indígenas que vivem em 105 milhões de hectares de terras, 3.524 comunidades quilombolas já mapeadas pela Fundação Cultural Palmares e 545 mil famílias assentadas na Amazônia Legal.
DEMANDA – O surgimento da Política atende a uma demanda da sociedade civil, que pedia tratamento apropriado às suas especificidades. Em julho de 2007, lideranças de 17 entidades representativas de povos indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos entregaram uma carta à então ministra Marina Silva com reivindicações do setor.
O grupo, reunido na Conferência Internacional de Manejo Florestal Comunitário realizada em Rio Branco (AC), pedia capacitação e assistência técnica, linhas de financiamento, investimentos em infraestrutura para o beneficiamento e escoamento dos produtos florestais comunitários, um marco de regulação para produção e comercialização de produtos não madeireiros e a ação conjunta de órgãos fundiários e ambientais para garantir a regularização de terras.
A Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé é uma das entidades que subscreveu o documento. “Este programa deve conter o fortalecimento da identidade das populações tradicionais, a valorização cultura; atender a toda a cadeia de produção; ter apoio ao escoamento da produção”, diz a coordenadora-geral, Ivaneide Cardozo.
O manejo florestal é um planejamento do uso sustentável de qualquer produto oriundo da floresta, entre madeira, óleos, frutos, sementes e essenciais. No caso da madeira, inclui um planejamento que vai da identificação e contagem de todas as árvores à derrubada seletiva para que a floresta não se esgote e seja fonte de renda contínua. Quando essas atividades são gerenciadas por comunidades locais, são chamadas de manejo florestal comunitário.

Fonte: Assessoria de imprensa/Fabiana Vasconcelo
Last Updated on Tuesday, 07 July 2009 21:34
 
Entrevista (Telma Monteiro) - Agilizar licenciamento ambiental é inconstitucional PDF Print E-mail
Written by Kanindé   
Friday, 26 June 2009 14:23

Durante uma audiência pública ocorrida na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro no dia 15 de junho, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc anunciou um novo programa para agilizar o processo de licenciamento ambiental. Nomeado "Destrava 2", o projeto tem o intuito de dar continuidade ao primeiro "Destrava" anunciado em julho do ano passado. Desta vez, Minc pretende reduzir o tempo que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) leva para avaliar um pedido de licença para um ano e dois meses. A notícia despertou grande desconfiança do setor ambientalista quanto a legitimidade e manutenção da qualidade do procedimento.

Last Updated on Wednesday, 01 July 2009 13:17
Read more...
 
MPF apontam inconstitucionalidades na MP 458 PDF Print E-mail
Written by Kanindé   
Wednesday, 24 June 2009 14:35

Procuradores do MPF apontam inconstitucionalidades na MP 458
Texto foi aprovado pelo Congresso e pode ser sancionado por Lula amanhã

Depois de análise minuciosa da Medida Provisória nº 458/2009, procuradores vinculados ao Grupo de Trabalho de Bens Públicos e Desapropriação do Ministério Público Federal apontaram nove pontos que consideram inconstitucionais. O texto foi aprovado em 3 de junho pelo Congresso Nacional e tem prazo até amanhã (25/06) para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Last Updated on Wednesday, 01 July 2009 13:27
Read more...
 
Grande hidrelétrica e pequena hidrelétrica: dois grandes negócios PDF Print E-mail
Written by Kanindé   
Sunday, 21 June 2009 15:21

Por Telma Monteiro

"Empresas e governos devem consertar os estragos ainda passíveis de conserto, assumir e encaminhar para resolver os passivos sociais, econômicos e ambientais de todas as barragens já feitas" (Oswaldo Sevá, sobre as hidrelétricas).

Espero que os leitores tenham percebido a celeridade dos fatos que têm pautado o noticiário das questões ambientais. Trocas indecentes continuam sendo propostas e discutidas por Carlos Minc, governo e grandes concessionárias de energia, numa orgia de planos e interesses que surpreende aos mais conservadores.

Last Updated on Wednesday, 01 July 2009 13:32
Read more...
 
<< Start < Prev 1 2 3 4 5 6 7 Next > End >>

Page 3 of 7
Banner

Enquete

Qual a informação que você mais gostaria de ver neste site?
 

Usuários On-Line

We have 7 guests online