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Almir Suruí, uma das principais lideranças indígenas do país, teve uma agenda cheia nesta quinta-feira (21) no Rio Centro,
onde acontece a Rio+20. Participou de um evento realizado pelo governo dos Emirados Árabes, onde falou sobre os projetos ambientalistas de proteção territorial de seu povo, o Paiter Suruí, e depois esteve no lançamento do documento Pacto da Amazônia. Almir vive na Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal, em Rondônia. Embora muito respeitado, ele também sofre várias ameaças de morte por defender o território de seu povo.

Após participar do lançamento do documento da Amazônia, foi logo cercado por jornalistas, muitos deles estrangeiros. Ao
jornal A CRÍTICA, afirmou esperar que “os governadores cumpram o que assumiram no documento”. Ele esclareceu ainda que sua presença no evento “não era para concordar, mas sim para provocar” as decisões dos governadores.

“Eu acho importante que eles realmente cumpram. Essa carta é pública. Eles têm a responsabilidade e devem fazer isto acontecer. É necessário também a sociedade civil. Eu estou fazendo este papel. A partir disso a gente vai talvez cobrar. Mas é necessário não só cobrar, mas também participar”, afirmou Almir.

O indígena destacou que seu povo vem construindo uma boa relação com o governo de Rondônia, mostrando como se pode “trabalhar junto”. “Os governos não podem ver os povos indígenas como o seu inimigo. Podemos contribuir um com o outro. Temos que ver como melhorar a política sustentável que traga retorno econômico e com qualidade de qualidade de vida”,
disse.

Abril Indígena entrega texto

Organizações indígenas do Brasil entregaram, em reunião ocorrida no Rio Centro, o documento oficial do Acampamento Terra Livre, que faz parte da programação da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. Segundo Sônia Guajajara, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a reivindicação dos indígenas foi entregue ao Secretário Geral da Presidência, Gilberto Carvalho ao Secretário Nacional de Articulação Social, Paulo Maldos e à presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo.

Cúpula tem encontro com ONU

A coordenação da Cúpula dos Povos informou que os representantes de 38 redes de entidades da sociedade civil brasileira e
internacional apresentaram o documento final da Assembleia dos Povos, principal instância deliberativa da Cúpula dos Povos, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon. O único brasileiro da delegação é o indígena Marcos Apurinã, coordenador
da Coiab. A reunião está marcada para às 9h, no Rio Centro, onde acontece a Rio+20.

Sociedade Civil repudia resultado

Mais de 50 líderes brasileiros e de outros países de diversos segmentos da sociedade civil divulgaram nesta quarta-feira uma carta em que rejeitam o documento oficial da Rio+20 gerado pelas delegações ao longo de dois anos de trabalho. O
texto foi intitulado “A Rio+20 Que Não Queremos”, em referência ao tema da conferência, “O Futuro Que Queremos”. Dentre eles estava líderes empresariais, cientistas, líderes indígenas, ambientais, economistas e pensadores. Alguns dos
que assinam a carta são o economista francês Ignacy Sachs, o indígena brasileiro Davi Kopenawa Yanomami e a ex-senadora Marina Silva.

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